Afinal, o que leva alguém a escrever?

Hoje é dia 13/04/2018. Vou falar um pouco sobre minha vivência no maravilhoso e adverso mundo da escrita.

Afinal, o que leva alguém a escrever?

Dizem que o brasileiro não tem hábito pela leitura. Verdade ou mentira? Não sei dizer, cada um de nós deve avaliar por si mesmo. Para facilitar farei algumas perguntas simples:

Nossa! Começar um texto assim pode afugentar muita gente. Mas não conte a ninguém, é apenas para chamar a atenção. Ou será que não?

Você aí que está lendo este texto, gosta de ler? Incentiva seu filho a ler? Costuma ver em praça pública, metrô, ônibus, etc, pessoas lendo? Não, não estou falando de post´s do Facebook nem Wattzap, nem similares. Falo de livros mesmo.

Desculpem. O objetivo não foi puxar a orelha de ninguém, e sim prelúdio daquilo que tenho pra falar. Confesso que eu também diminuí meu ritmo de leitura devido ao Facebook, mas já estou voltando ao que era antes.

Ler é muito gostoso. Tenho sempre um ou dois livros na cabeceira da cama – meu principal horário de leitura é antes de dormir.

– Poxa, no começo você disse que falaria sobre escrever e não sobre ler. Vou parar por aqui!

Não, não faça isso! Prometo entrar no assunto a partir do próximo parágrafo. Mas, verão que isto tem tudo a ver com escrever. Afinal, quem escreve quer ser lido e sem leitores isso se torna impossível ou muito mais difícil.

Alguns amigos já me perguntaram o que me levou a escrever e se estou satisfeito com o resultado até o momento.

Escrever é maravilhoso. Tenho dois livros escritos, estou finalizando o terceiro e já com ideia para o quarto. Tenho apenas um livro publicado graças ao incentivo e financiamento de um grande amigo, Moacir Moreira. Além disso, adoro escrever crônicas, sempre bem humoradas e falando do cotidiano das pessoas.

Moacir

Confesso que tinha uma imagem totalmente diferente do mundo literário antes de publicar meu livro. Imaginava que o simples fato de escrever com o coração, ter um bom enredo, não deixar buracos abertos, construir os personagens de forma coerente, já seria o suficiente. Ledo engano.

Escrever é a parte fácil. A parte difícil e complicada inicia após o término do livro: Propaganda, divulgação, propaganda, divulgação… Não, não foi repetição equivocada, esta é a realidade. Ser conhecido e, principalmente, reconhecido no mercado literário é fundamental. Infelizmente não sou nem um nem outro. Mas estou atrás disso.

Para caracterizar isso vou contar uma pequena história. Certo dia estava na Livraria Cultura e fiquei imaginando como seria legal se meu livro lá estivesse. Realmente seria legal, mas, e daí? Prateleiras e mais prateleiras carregadas de livros e o meu lá no meio. A propaganda é fundamental. Se alguém entra numa livraria e pergunta por um título, tudo bem, senão, dificilmente me acharão lá no meio, exceto se meu livro estiver nas gôndolas centrais, mas o custo para lá estar é elevado.

Mas, os resultados de Os Mestres Universais foram bons?

Sim, mas esperava uma receptividade maior, queria mais leitores, mais comentários no blog e páginas do Facebook, mais críticas, mais… mais… mais…

Enquanto escrevia este texto a “ficha caiu”. É inerente ao ser humano querer mais, sempre mais.

Tem coisa mais maravilhosa do que ver seu filho orgulhoso por ter sido coautor do livro?

Fui chamado para palestrar aos pais de alunos do Colégio Êxodus e contar como nasceu a história a fim de incentivar a leitura e interação entre pais e filhos, terminando com uma noite de autógrafos. Tem coisa mais gostosa?

Durante os poucos meses desde o lançamento, parentes, amigos, blogueiros e demais leitores teceram críticas sobre o livro. Existe algo mais gratificante?

Na escola onde Rafael estuda vários de seus amigos compraram o livro. Após a leitura ou enquanto liam, alguns vieram conversar comigo comentando sobre um ou outro personagem, o que me deixou feliz e orgulhoso.

Um acontecimento em especial me deixou encantado. A jovem abaixo, lendo Os Mestres Universais, é filha da Thatiane Rodrigues de Souza. Existe algo que emocione mais um escritor? Saber que está sendo lido é bom, mas saber que agrada um público tão jovem é ótimo.

Filha Thatiane

Finalmente, vejam a foto abaixo. Entro na Livraria Acadêmica e vejo meu livro exposto deste jeito. Não é pra ter um chilique?

Talvez, alguns de vocês que chegaram até este ponto da leitura o fizeram pelo simples gosto pela leitura. Outros, talvez gostem de escrever, mas nunca tiveram coragem de colocar no papel suas ideias e ideais. Existem inúmeras razões para escrever.

Eu escrevo porque gosto e a recompensa são fatos como os descritos acima. Simples assim.

Estou muito feliz.

Ainda não comprou o seu exemplar? Veja abaixo os links:

Livraria Cultura: https://www.livrariacultura.com.br/…/os-mestres-universais-…
Livraria Martins Fontes: https://www.martinsfontespaulista.com.br/mestres-universa…/p
Chiado Editora: https://www.chiadobooks.com/pesquisa?q=os+mestres+universais

Para quem mora em Fortaleza, compre diretamente comigo ou na Livraria Acadêmica em um dos endereços abaixo:
Rua Costa Barros, 901 – Telefone: 3433-4516
Rua Pereira Filgueiras, 1300 – telefone: 3433-4515 /3433-4514
Shopping Aldeota – telefone: 3433-5442

Ah, para encerrar gostaria de deixar uma de minhas crônicas. Bom divertimento.

EXISTE COISA MAIS GOSTOSA?

Imaginem a cena:

Sentado aguardando o dentista e lendo um livro. O livro que publiquei e chegou recentemente. Na verdade apenas folheava e lia trechos aleatórios.

Com o rabo de olho noto uma pessoa ao lado tentando enxergar a capa. Sutilmente coço a cabeça e mostro um pouco mais da capa. Não escancarei, é claro, afinal não era pra tanto.

Voltei à leitura. Na verdade eu nem lia mais, meus olhos quase saltando para o lado tentando ver a reação da pessoa. Será que conseguiu ver? Não aguentei, disfarçadamente dei uma coçadinha no joelho e mostrei descaradamente a capa do livro. Voltei a ler – ou fingir ler -, agora um pouco mais inclinado facilitando a visão por parte de minha provável compradora, torcendo para que o dentista não a chamasse nem a mim. Bom, se me chamasse diria delicadamente à recepcionista:

– Fala pra ele que eu não tô!

Resumindo, pois acho que já estou cansando os prováveis leitores deste pequeno texto, a moça, na casa dos vinte anos, perguntou:

– É bom o livro?

Busquei lá no fundo da minha alma a cautela necessária para responder, revirei todo o meu cérebro à procura das palavras corretas e sensatas para um momento único como aquele, juntei o que me restava de paciência e com toda a modéstia respondi:

– Bonitinho.

Ah, caramba (pra não usar outra palavra). Minha pressão deve ter chegado a mil. Dei um sorriso amarelo, mas por dentro arrancava os cabelos, dava dentadas no braço, cabeçadas na parede e…

– Posso ver? – disse ela com brandura.

Entreguei o livro como quem entrega seu filho recém-nascido à enfermeira.

Acho que ela notou. Olhou a capa detidamente, virou o livro e leu a sinopse. Voltou à capa e ao abrir o livro olhou a foto. Olhou pra mim. Olhou para o livro de novo.

– É você! Tá brincando comigo, né! É bom mesmo?

– Se não gostar te devolvo o dinheiro!

 

Desejo a todos um excelente final de semana.

Milton Xavier

 

 

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