SOBRE O LIVRO E O QUE ME LEVOU A ESCREVÊ-LO.

Bom dia a todos. Hoje é dia 09/05/2017 e vou falar um pouco sobre os motivos que me levaram a escrever Os Mestres Universais – Uma aventura em busca do artefato mais poderoso do universo cujo título original era As Aventuras de Bart.

Os Mestres Universais nasceu de uma brincadeira com meu filho, Rafael. Isso está explicado em detalhes no prefácio do livro, o qual reproduzo mais abaixo, e antes que digam, “Ah, então é uma história infantil.” ou “Ah, é a história do Rafael.” eu respondo: Não, o livro é para todas as idades e não está baseado na vida do Rafael, apenas nasceu devido a interação entre nós. O que fiz foi adaptar as ideias nascidas nessa saudável brincadeira para um formato agradável e gostoso de ser lido.

É um livro de ficção científica e tudo foi exaustivamente pesquisado antes de ser escrito. Distâncias interplanetárias, gravidade, velocidade da luz, e tudo o mais são dados científicos e escritos de forma didática e fácil de se entender. Procurei respeitar as leis da física e química, mas dei asas à imaginação em vários trechos (muitos mesmo). Portanto, peço a todos que compreendam e separem realidade da ficção. Como exemplo, seria impossível escrever sobre viagens interplanetárias limitando-me à velocidade da luz.

Mesmo quando “quebro” as leis da física (e fiz muito isso), o fiz de forma coerente e dentro daquilo que imagino será possível um dia. Não acredito que em um universo tão gigantescamente grande o ser humano fique limitado a um pedacinho dele apenas. Tenho certeza de que as limitações tecnológicas de hoje serão ultrapassadas muito em breve e o universo se tornará pequeno para nós.

Vejam abaixo o prefácio do livro:

PREFÁCIO

O nome dele é Rafael e esta história retrata o fruto de sua imaginação.

Rafael tem dez anos completados em dezessete de agosto de dois mil e dezesseis, mas os acontecimentos aqui relatados se passaram entre 2012/2013.

Cabelos e olhos pretos, magro, muito esperto e inteligente faz amizade facilmente e está sempre sorridente. Sua risada é contagiante e não para quieto desde que acorda até a hora de dormir. Gosta de estudar e é bom nisso, mas gosta mesmo é de brincar e inventar histórias. Suas histórias são muito variadas e sua criatividade e imaginação não têm limites.

Normalmente, suas histórias são de lutas e sobre o bem contra o mal. Seus personagens baseiam-se nos desenhos que assiste na TV, nos livros que lê ou nos jogos do seu videogame. Usa os bonecos e brinquedos que ganha como personagens e paisagens dando vida e animação às suas aventuras.

Em seu mundo imaginário não há limites. Suas aventuras passam de simples passeios no parque a destruições galácticas inimagináveis, em que seus personagens, com seus superpoderes e armas poderosíssimas aniquilam monstros terríveis salvando civilizações inteiras.

Não é peralta ao extremo, mas está longe de ser santo. Consegue diferenciar, até certo ponto, o certo do errado e, como todo jovem da sua idade, fala o que pensa e age com naturalidade diante de situações que embaraçam qualquer adulto.

A mãe do Rafael não é favorável ao videogame. Nunca foi. Se não fosse eu a comprar e brincar com ele no PS2, mesmo contra sua vontade, Rafael nunca teria um.

O que estava passando dos limites, segundo a mãe, era o fato de Rafael ser um apaixonado pelo Ben 10, um desenho animado, em que o personagem principal, o Ben 10, usa uma espécie de relógio para transformar-se em vários “monstros bonzinhos” e “do bem” para defender os fracos e oprimidos.

Sou obrigado a concordar, em parte, com ela. Rafael já saía da escola perguntando se o desenho do Ben 10 já tinha começado. Quando não era na TV, era no videogame e quase sempre o Ben 10 estava envolvido. Rafael tinha todos os jogos de PS2 do Ben 10 e jogou até o fim pelo menos três desses jogos. Homem Aranha, Hulk e Super Homem também eram seus heróis. Não posso esquecer-me de mencionar sua imensa coleção de carrinhos de vários tipos e tamanhos com os quais brinca muito. Mas, quase sempre, era o Ben 10 quem prevalecia.

Após muito tempo ouvindo da mãe coisas do tipo: “Leve o Rafael pra passear ao invés de jogar videogame!” ou “Chega desse desenho Rafael!” ou ainda “É você quem incentiva ele!”, e também já esgotado em conversar com ele sempre sobre o Ben 10, decidi fazer uma experiência: criar uma aventura. Aconteceu do seguinte jeito:

Quase sempre era eu quem buscava o Rafael na escola e o levava para casa. Em virtude do trânsito e pelo fato do Rafael ser um tagarela, conversávamos muito e o trânsito nos dava tempo de sobra para isso.

— Rafael, que tal você criar sua própria história.

— Do Ben 10?

— Não! Uma história sua onde você cria os personagens e as aventuras, igual acontece nos desenhos do Ben 10. Nesse desenho, cada dia não é uma história diferente, uma aventura nova e em lugares diferentes?

— Sim, mas repete!

— É! De vez em quando repete. Que tal criarmos uma história, eu e você?

— Como?

E expliquei: primeiro tínhamos que criar os personagens, depois dizer como era cada um deles, sua idade, se tinha poderes, se era homem, mulher ou criança, e assim por diante. No começo Rafael ainda se baseava no Ben 10, Batman, Super Homem, e outros, o que eu cortava de imediato e, aos poucos, ele foi pegando o jeito da coisa.

Assim nasceu a história que aqui está escrita. Garanto que os personagens e as aventuras que envolvem esses personagens, seus nomes, poderes e locais onde atuaram são fruto da imaginação fértil do Rafael, pois foram meses nessa brincadeira. O que fiz (ou tentei fazer) foi criar situações e personagens adicionais para que a história pudesse ser compreendida por todos.

Confesso ter me empolgado e escrito muito mais do que devia. Mesmo assim procurei não me afastar da ideia inicial, apenas desenvolver novos ambientes, explicações e situações. O âmago da história continua a aventura imaginada pelo Rafael.

Bom divertimento!

Milton Xavier, o orgulhoso pai de Rafael Henrique Xavier.

 

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